13 de Julho. Quarta-feira.
... situações atípicas...
18:30h. Saí da academia. Após resolver umas pendências, fui comer uma batata-frita.
19:00h. Estava na data, local e hora de costume. Caía levemente uma garoa, mas nada me impediu de sair dali. Você chegou cinco minutos depois. De longe eu já tinha avistado, porém nada além de uma simples olhar. Caminhando em direção ao local onde eu estava Você veio. Permaneci na minha.
De frente para mim, Você fez seu pedido. E enquanto aguardava seu lanche, Você sorriu e começamos a flertar. Porém notei que Você estava um tanto ‘tenso’. Percebi seu esforço em querer tentar falar algo ou transmitir algum recado, porém ficou impossibilitado de tal ato. Separados por apenas quatro cadeiras, a cada batatinha consumida, a troca de olhares intensificava-se. Alguém precisava tomar a iniciativa de um contato verbal. Ambos não fizeram. Ali estámos, ali ficamos...
...e a garoa passando... e estrelas surgindo...
Logo em seguida, Você entrou em seu carro. Abaixando o vidro, continuamos nos comunicando com as trocas de olhares. Uma cena com muitos adjetivos... triste, hilariante e constrangedora.
Minutos passam...
Então, termino meu lanche e percebendo que não haveria hipótese de um contato verbal (pelo ao menos ali naquele momento), pois de um lado Você com seu receio ou ‘medo’; e do outro lado eu, por não saber em como resolver a situação, pago minha conta, levanto-me e vou embora...
...ligo meu mp4 e volto para casa.
Algo dentro de mim insiste em afirmar que esse encontro, aparentemente casual, ainda não chegou ao fim...
Até um dia qualquer...
Fox!
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